Mania de Sling by Dida

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Pense 20 vezes antes de bater! fevereiro 10, 2009

Filed under: Uncategorized — Dida @ 01:48

Pense 20 vezes antes de bater

1. Bater em alguém mais fraco é em si um ato de covardia.

2. A palmada tende a ir perdendo seu efeito a longo prazo e a criança aos poucos teme menos a agressão física. A tendência dos pais é, então, bater mais e mais, buscando os efeitos que haviam conseguido anteriormente.

3. A palmada não resolve os conflitos comuns às relações pais e filhos: muitas das crianças que apanham, mesmo sentindo-se magoadas e amedrontadas, enfrentam os pais dizendo que a “palmada não doeu”, e o que era apenas um tapinha leve no bumbum, acaba virando uma tremenda surra.

4. A palmada, aos poucos, pode afastar severamente pais e filhos, pois a agressão física, ao invés de fazer a criança pensar no que fez, desperta-lhe raiva contra aquele que a agrediu.

5. Os danos emocionais impostos pela agressão física são geralmente mais duradouros e prejudiciais que a dor física.

6. Bater pode ser uma experiência traumática para a criança não apenas pela dor física que impõe, mas principalmente porque coloca em risco a credibilidade depositada por ela nos pais, que é a base para sentir-se amparada e segura.

7. A criança não pode se sentir segura se sua segurança depende de uma pessoa que se descontrola e para com a qual tem ressentimentos.

8. A criança que apanha tende a se ver como alguém que não tem valor.

9. Aos poucos a criança aprende a enganar e descobre várias maneiras de esconder suas atitudes com medo da punição.

10. A criança pode aprender a mostrar remorso para diminuir sua punição, sem no entanto senti-lo realmente.

11. Para a criança a palmada anula a sua conduta: é como se ela tivesse pago por seu erro, e por isso pensa que pode vir a cometê-lo de novo.

12. A palmada não ensina à criança o que ela pode fazer, mas apenas o que não pode fazer, sem que saiba ao menos o motivo. A criança só acredita ter agido realmente errado quando alguém lhe explica o porquê e quando percebe que sua atitude afeta ou abala o outro.

13. O medo da palmada pode impedir a criança de agir errado, mas não faz com que ela tenha vontade de agir certo.

14. A palmada tem um caráter apenas punitivo, e não educativo; ela pode parecer o caminho mais fácil a ser seguido, porque aparentemente tem o efeito desejado pelos pais. É comum a criança inibir o comportamento indesejado por medo, e não pela convicção de que agiu de maneira inadequada.

15. Muitas das crianças que apanham aprendem a adquirir aquilo que querem através da agressão física e, não raras vezes, apresentam na escola condutas agressivas para com os coleguinhas.

16. Uma palmada, para um adulto, pode parecer inofensiva. Porém é importante saber que cada criança atribui um significado diferente ao fato de “levar umas palmadas“, podendo tornar-se uma experiência marcante em sua vida futura. Além disso, independente da intensidade do bater, o ato continua sendo o mesmo: um ato de violência contra um ser desprotegido.

17. Bater é uma forma de perpetuação da “cultura da violência” tão presente nas relações entre as pessoas nos dias atuais, pois ensina às crianças que os conflitos se resolvem por meio de agressão física.

18. Bater nos filhos muitas vezes acaba por gerar nos pais fortes sentimentos de culpa, o que os leva a procurar compensar sua atitude posteriormente “afrouxando” aquilo que procuravam corrigir.

19. Bater é um atestado de fracasso que os pais passam a si próprios (Zagury, 1985) porque demonstram para a criança que perderam o controle da situação.

20. O sentido da justiça está em fazer aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem. Quando nós adultos agimos de maneira inadequada, não esperamos punição. Esperamos sim que as pessoas nos compreendam e nos ajudem a agir de maneira certa.

Como você pode ter percebido existem muitas razões para não se bater numa criança. Agora imagine: se umas simples palmadas podem trazer conseqüências tão danosas, o que dizer daquelas surras que acabam virando uma verdadeira pancadaria?

Alguns autores citam como conseqüência da violência física contra criança e adolescente:

Auto-estima negativa
Comportamento agressivo
Dificuldades de relacionamento
Dificuldades em acreditar nos outros
Infelicidade generalizada
Retardamento mental

Em muitos países é proibido castigar fisicamente crianças e jovens em instituições e colégios, mas até o momento, somente a legislação em seis países (Suécia, Finlândia, Noruega, Áustria, Chipre e Dinamarca) proíbe todo tipo de castigo físico a crianças infringido por seus pais e outras pessoas relacionadas com elas.

http://pcdec.sites.uol.com.br/boletim_ciranda/boletim2.htm

 

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4 Responses to “Pense 20 vezes antes de bater!”

  1. Dida querida!! Lindo seu blog e os vídeos são maravilhosos!! Tb virei blogueira agora… Deixei o meu endereço caso queira fazer uma visitinha!! Dida, me surpreendo, por diversas vezes pensando em VBAC Domiciliar… Como conseguir isso em um país como o nosso, onde ser mãe é um ato mecânico para todos os médicos, ou melhor, para a maioria deles, visto que dra. Melania não pensa assim!! Excelentes vídeos! Beijinhos meus e do Stefan!

  2. Cris Bispo Says:

    Me identifiquei com tudo o que está escrito. Minha mãe nunca cruzou a linha do socialmente aceito no que se refere a palmadas, surras e agressões, mas sim, ela me batia muito na infância. Nunca aprendi com nenhuma das palmadas. Elas só trouxeram mágoa, raiva e todas as consequências apresentadas no texto. A única exceção foi que eu nunca passei essa violência adiante e, com certeza, meu bebê (q está no meu ventre) nunca passará por isso. ^^

    • Dida Says:

      Obrigada pela participação!!! é tão bom ver que as mensagens são importantes, mesmo que seja pra poucos!! Você não foi única que apanhou.. mas é uma das poucas que entende que não é este o caminho de uma boa educação.
      Seu depoimento foi ótimo! bjs

  3. Marta Says:

    Ola tudo bom
    lindo mesmo….Sou uma mulher que apanhei de ficar roxa até meus 15anos,meu pai me batia de cinta mordidas e biliscoés,
    sempre q me pegava descalça sem sapatos.
    Ou conversando com alhguma amiguinha em frente a minha casa, quando ele estava com problemas chegava do serviço e me batia muito.nunca vi dizia nada.
    eu trabalhava muito em casa e na casa dos outros desde os 11 anos, quando eu tinha 14 anos pedi pra ele deixar eu voltar estudar, ele me deu uma sura e me disse algo pela 1 vez..
    Mulher não presisa estudar sua burra.
    Hoje eu tenho 35 anos sou casada desde os 16 anos com a mesma pessoa, tenho uma filha de 16 anos
    éla é super gente fina, inteligente me respeita muito, nunca bati néla e nem o meu marido.
    Só não consigo abraçar e beijar éla depois q éla virou uma adolecente…dizem que sou uma mulher muito bonita, e que pareço ter 18 anos, dizem que parecemos irmãos.
    Mas o pior eu me tornei uma peesoa muito ciumenta, tenho ciumes do meu marido a 18 anos e não passa.
    Tenho só a 5 serie tirei carteira de motorista sei dirigir mas não guardo caminhos na cabeça,não aprendo nada tem mil dificuldades do aprendizado…me acho bonita até aparecer uma mulher ai eu me sinto feia.
    Meu marido diz q me ama e que sou linda, pois não sei mais.
    Meu pai hoje tem 87 anos e diz q bateu mesmo que ele fez a parte dele sinto muita raiva dele, pois não me deu oportunidades de estudar e ser alguem..
    Me desculpe pelo desabafo..
    abraços


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