Mania de Sling by Dida

Novidades, dicas e informações interessantes sobre slings e cia.

Refluxo Infantil e Carregadores de bebê: uma coexistência feliz. junho 10, 2009

Filed under: Uncategorized — Dida @ 02:37

Por Laura Heller, M.Ed.
Miami, Florida

Meu nome é Laura, e encontrei meu caminho até o mundo dos carregadores de bebês porque meu bebê nasceu com refluxo gastroesofágico, também conhecido como refluxo infantil. Jonah ficou na UTI ao nascer. Quando o levaram para a enfermaria recém nascido para observação, ele ficou azul. Teve o que chamam de episódios de apnéia, que significa que deixava de respirar. Depois de fazer alguns testes, os médicos diagnosticaram como refluxo infantil severo. O ácido subiu tanto em seu esôfago, que seus pulmões se fecharam para proteger-se. Jonah foi enviado pra casa com um equipamento que monitorava sua apnéia e bradicardia (desaceleração do coração). Os pais de bebês com refluxo se perguntam, por que meu bebê é assim? E o caso de meu filho, não estava relacionado com o que ingeria visto que ele teve estes episódios logo após nascer. No caso de Jonah se tratava de um esfíncter esofágico inferior imaturo. Ele simplesmente nasceu assim. Para ouros bebês isto pode ser proveniente de intolerância ou alergia à proteína do leite ou da soja. As intolerâncias severas às proteínas e as alergias podem gerar desordens eosinofílicas. Também existem os bebês que têm refluxo porque nasceram com estenósis hipertrófica pilórica (quando os músculos do piloro, a parte inferior do estômago que vai até o intestino delgado, se hipertrofiam e impedem que a comida saia do estômago) ou hérnia hiatal (quando uma parte do estômago penetra no torax através de uma abertura no diafragma).

Cuidar de um bebê com refluxo é um desafio. O refluxo causa dor, porque o ácido do estômago está constantemente subindo até o esôfago e irritando-o. Existem 2 tipos de refluxo: silencioso e regular. Refluxo silencioso é o que Jonah tinha. É quando o ácido circula pra cima e pra baixo no esôfago, causando uma grande queimação. Refluxo regular é quando o ácido vai até em cima pelo esôfago e o bebê o expulsa. O refluxo silencioso muitas vezes não é diagnosticado porque existe uma falsa percepção, muito comum, de que o bebê tem que vomitar para ser diagnosticado como refluxo. Outra percepção falsa muito comum é que um bebê tem que perder peso (por vomitar) para que seja diagnosticado como refluxo. Muitos bebês com refluxo ganham peso muito bem, porque encontram consolo em comer. Jonah era um bom comedor e nunca teve problemas em ganhar peso. Estava numa fase difícil cuidando de Jonah, meu pobre bebê estava chorando e gemendo de dor, quando minha irmã me emprestou seu sling de argolas (era um sling acolchoado). Mesmo não tendo dificuldade de conseguir a posição ideal, não saberia usá-lo de outro modo (mais tarde observei que os slings vendidos são muito grandes para quem usa, e isso, combinado com o fato de eu ter uma carregador fechado e não uma com ajuste, fazia com que o ajuste fosse muito difícil pra mim). Então, me meti na internet e naveguei até um fantástico mundo de porta-bebês.

Naquele tempo encontrei uma alucinante comunidade online sobre refluxo infantil. Investiquei tudo o que pude para defender meu pobre bebê, que continuava chorando e gemendo. Existem medicamentos que ajudam com o refluxo, mas pode render muitas tentativas e erros até encontrar a combinação e dose corretas. Pronto, me converti em uma “mamífera radical” e comecei a propagar a alegria e comodidade de usar carregadores de bebê entre meus companheiros de fórum. Ajudei à uma mãe, membro do fórum de refluxo a conhecer outra mãe do fórum de porta-bebês. Agora, a mãe a quem ajudei tem seu próprio negócio de porta-bebês! E tem ajudado à muitos pais de bebês com refluxo a descobrir os prazeres e o sentido prático de slingar.

Os bebês com refluxo têm a fama de “manhosos”. Na verdade tenho visto muitos bebês diagnosticados com cólicas, quando na verdade os pequenos têm refluxo. Manter um bebê com refluxo na posição vertical depois de sua alimentação é muito importante para seu sistema digestivo, e mantê-los enclinados quando estão recostados lhes ajuda a ficar cômodos. Precisam estar no colo muito tempo porque estão muito incomodados, e estar em movimento enquanto sustentados na posição vertical e em um plano inclinado os tranquiliza grandemente. Com Jonha em um sling eu podia fazer algumas tarefas domésticas porque eus braços estavam livres, e ele, se beneficiava do movimento. Um sling ajuda os braços cansados dos pais a fazerem estas tarefas.

Depois de encontrar a comunidade de porta-bebês, e investigado sobre eles, comprei um pouch. As argolas me intimidavam e achei que o pouch seria um sling mais fácil para começar. Slingar não somente nos salvou, a mim e ao meu bebê, mas salvou a família inteira. Meu marido começou a usar meu pouch depois de ver o quanto ajudava a acalmar nosso filho, e mais tarde ele conseguiu um pra ele. Até minha mãe usava o pouch quando cuidava dele porque se deu conta de que ele não chorava tanto.

Estou emocionada de poder ajudar as pessoas a tomar mais consciência de minhas duas paixões, o refluxo infantil e os porta-bebês. Se você conhece alguém que tem um bebê “manhoso”, por favor, mostre este artigo sobre o refluxo infantil e o mundo dos porta-bebês. Espero que os slings continuem salvando as pessoas como me salvou e salvou a muitos outros que percorreram este caminho.

Traduzido por: Andreza Espi – Mania de Sling by Dida.

Fonte: Red Canguro

Sobre a Red Canguro:

A Red Canguro, Associação Espanhola para o Incentivo ao Uso dos Carregadores de Bebê, é uma associação sem fins lucrativos, fundada em novembro de 2008, com a finalidade de incentivar o uso de carregadores de bebê entre mães, pais, e qualquer pessoa interessada, difundir informação relacionada, servir como contato e apoio para pessoas que desejam iniciar no mundo dos carregadores de bebê, incentivar o encontro e intercâmbio de informações e experiências entre usuários, aumentar o nível de conhecimento sobre carregar bebês em espanhol e incentivar e difundir a criança com afeição. Para maiores informações sobre o tema visite: www.redcanguro.org

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História da Ana Clara.. maio 24, 2009

Filed under: Uncategorized — Dida @ 12:08

Meu nome é Ana Claudia, moro em Campo Grande – MS e sou mãe da Ana Clara.

Ana Clara nasceu com um problema de coração, alias, 4 problemas que geram uma anomalia ou doença conhecida como Tetralogia de Fallot (CIV+Estenose Infundibulo-Valvar Pulmonar, Aorta deslocada e Hipertrofia do Ventriculo Direito) uma cardiopatia congenita complexa.

Um dos problemas mais graves é a estenose, que dificulta a passagem de sangue do coração pro pulmão, ou seja, quase todo o sangue que circula em seu corpo não tem oxigenação. Assim, o corpo recebe este sangue, ve que esta faltando oxigenio e o devolve pro coração…

No ultimo mes, adiquiriu mais um problema em seu Ventriculo Direito, ele esta cheio de musculo, criado pela força exercida pra conseguir bombear o sangue pro pulmão. 

Como consequencia Ana Clara começou a desenvolver estagios de palidez (o coração não estava mandando sangue pro pulmão, e estava diminuindo os batimentos), desenvolveu taquicardia, gerando um inicio de crise de hipoxia. (Cianose+desmaios+parar de respirar).

O unico tratamento é cirurgico, cirurgia pra correção total pra T4 Fallot.

Desde inicio de abril ela estava na fila do Hcor em São Paulo, esperando a data da internação, que saiu pro dia 28/08/2009. Aqui em Campo Grande, ela tambem estava na fila, esperando atingir peso e tamanho adequado, já que aqui necessita estar maior.No domingo ela passou mal, e na segunda fomos ao cardio, que realizou um ecocardiograma de urgencia, detectando a piora de Ana Clara. Nos encaminhou pra uma conversa com a cirurgiã ontem, que me falou abertamente sobre as chances de uma cirurgia aqui. Não senti confiança, ela ponderou os aparelhos da santa casa aqui. E fomos procurar um outro caminho. Varias pessoas buscaram varios meios, e acabamos por conseguir que o Hcor mudasse a data de internação pro dia 29/05.

Dia 29, sera internada inicialmente pra um exame de cateterismo e depois (ainda não sei a data) pra a cirurgia.

No ultimo mes tivemos muitos gastos, eu cuido de Ana Clara com o meu salario, e o pai dela cuida da casa. Procurei uma advogada a qual me disse que não há meios de receber pelo INSS pra cuidar dela, então o meu chefe tem obrigação de pagar apenas os 15 

primeiros dias do atestado (ele me disse isso e ela tambem).Ana Clara toma leite especial pois desenvolveu intolerancia a lactose, os medicos disseram que é devido a baixa resistencia vascular. 
Toma remedios pra refluxo (grau 2/3), vitaminas (A,C e ferro) e toma remedio pro coração agora. Pago uma baba pra ela, pra ela não ir pra creche (por causa das infecções por via aérea, que é um dos maiores riscos).

Então resolvemos fazer esta ação entre amigos, pra arrecadar dinheiro pro custo com alimentação, estadia e passagens e pra eventuais necessidades, ja que até o momento não conseguimos o TFD.

 

Desde já agradeço a todos.

Quer ajudar a Ana Clara?????

Conta para o deposito:
Caixa Economica Federal
agencia: 1979
conta poupança: 013.18815-6
ANA CLARA ANDRADES NASCIMENTO

 

Se você faz parte da Comunidade “Gravidez, Caminho de um Sonho” pode comprar uma rifa clicando AQUI abaixo e escolhendo seu número na própria comunidade.

 

 

 

Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento 2009: maio 9, 2009

Filed under: Uncategorized — Dida @ 12:25

a gente apóia essa idéia!

 

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS

 

Por uma nova forma de gestar, parir e nascer! De 11 a 17 de maio diversos países estarão comemorando a Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento (SMRN). Para marcar a data no Brasil, a Rede Parto do Princípio (www.partodoprincipio.com.br) realiza uma exposição nacional com fotos em preto e branco de mulheres brasileiras no momento do nascimento de seus filhos. A exposição acontece simultaneamente em várias cidades do país e tem como objetivo incentivar o vínculo afetivo entre mãe e filho, a amamentação na primeira hora de vida e o parto humanizado. Em alguns municípios a exposição começa mais cedo, em comemoração ao Dia das Mães ou estende-se por mais tempo. (Confira abaixo a relação de locais e datas).

A Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento ( www.smar.info ), iniciativa da Associação Francófona pelo Parto Respeitoso (“Alliance Francophone pour l’Accouchement Respecté” –www.afar.info) é celebrada anualmente, desde 2004, durante o mês de maio em diversos países.

Este ano, a campanha aborda O aumento da taxa de cesarianas no mundo com o slogan Diga não à cesárea desnecessária!

 A Parto do Princípio é uma rede de mulheres, consumidoras e usuárias do sistema de saúde brasileiro, que oferece informações sobre gestação, parto e nascimento baseadas em evidências científicas e recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Conta hoje com mais de 300 pessoas trabalhando voluntariamente, em 16 estados e no Distrito Federal, na divulgação dos benefícios do parto ativo.

Para a Parto do Princípio, a Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento é uma ocasião para reafirmar publicamente que a reprodução humana é um fato social em primeiro lugar; que a mudança é possível e que nunca é tarde para que os profissionais e os estabelecimentos médicos revejam suas práticas.

 Para a realização da Exposição, a Rede contou com o apoio do Guia do Bebê (www.guiadobebe.com.br).


Os riscos da cesariana

 No Brasil, 79,7% dos partos no setor privado são cesarianas, em sua maioria eletivas – realizadas antes do trabalho de parto – o que claramente revela o desconhecimento da população acerca dos riscos intrínsecos à realização desta cirurgia.

 Mesmo no setor público, as taxas 27,5% de cesariana atingem praticamente o dobro do recomendado pela Organização Mundial de Saúde, que é de 15%. Entretanto, este excesso de cirurgias cesarianas não reflete em melhores resultados maternos e neonatais, visto que o Brasil, desde a inclusão da “cultura da cesárea” não apresenta redução nos seus altos índices de mortalidade materna (75 mulheres a cada 100 mil nascido vivos), segundo a conceituação da OMS (que aceita um índice de 20 mortes maternas a cada 100 mil nascidos vivos).

 É necessário que a sociedade se mobilize divulgando ações e disseminando informações acerca deste tema, para que nossas mulheres e crianças não sejam submetidas a riscos aumentados – na maioria das vezes, desnecessários – em um momento que deveria ser de tranquilidade, intimidade e segurança.

ALGUNS RISCOS DA CESARIANA

Para a Mãe

  • Maior risco de Morte Materna em decorrência da cirurgia (2,8% maior na cesariana eletiva quando comparada ao parto vaginal)
  • Maior risco de Histerectomia – retirada dos órgãos reprodutivos
  • Maior probabilidade de Internação Prolongada
  • Maior chance de desenvolver Infecção
  • Risco aumentado de Depressão Pós-Parto
  • Dor generalizada ou no local da cirurgia
  • Risco de criação de Coágulos Sanguíneos e Trombose
  • Corte Cirúrgico Acidental em outros órgãos
  • Obstrução Intestinal

Para o Bebê

  • Contato Tardio com a mãe
  • Corte Cirúrgico acidental
  • Maior probabilidade de Fracasso no Aleitamento Materno
  • Maior dificuldade para estabelecer o Vínculo Afetivo
  • Desconforto Respiratório por iatrogenia – interferência médica no processo natural
  • Maior possibilidade de desenvolver Asma

Para Gestações Futuras

  • Aumento das taxas de Infertilidade
  • Maior possibilidade de Gravidez Ectópica
  • Maior possibilidade de Placenta Prévia
  • Riscos aumentados de Ruptura Uterina
  • Dor abdominal decorrente de Aderências – outros órgãos aderem à cicatriz cirúrgica
  • Descolamento Prematuro de placenta  

 

Veja abaixo os locais das exposições já confirmadas:

 Bauru – SP

Contato: Celma – (14) 3011-0077 celmapsid@ig.com.br 

SENAC – a partir de 13 de maio

 

Belém – PA 

Contato: Thayssa (91) 8884.0209 –thayssa.rocha@partodoprincipio.com.br 

Laboratório Beneficente de Belém www.lbb.com.br – de 11 a 16 de maio (exposição de fotos) 

Restaurante D. Giuseppe – de 08 a 16 de maio (exposição virtual de fotos) 

Praça Batista Campos – 17 de maio (exposição de fotos e caminhada de encerramento às 9h)

 

Belo Horizonte – MG 

Contato: Pollyana (31) 9312-7399- polly@partodoprincipio.com.br 

PUC Minas Barreiro – a partir de 12 de maio (exposição de fotos)durante a III Semana da Enfermagem

 

Brasília – DF 

Contato: Clarissa (61) 3201-0069 e 8139-0099 –clarissa@partodoprincipio.com.br 

Shopping Páteo Brasil – 09 de maio – conversa com as mulheres sobre riscos das cesarianas 

Associação Vivendo e Aprendendo – de 11 a 15 de maio 

Centro Cultural de Brasília – 16 e 17 de maio

 

Curitiba- PR 

Contato: Patrícia (41) 3336-1939 e 9113-6364 –patricia@partodoprincipio.com.br 

Estúdio MM Áudio – a partir de 09 de maio

 

Garanhuns – PE 

Contato: Juliana (87) 9104-5381 –juliana_coelho_ferra@hotmail.com ou Ilza (87) 9122-1775 – ilza_rafa@hotmail.com 

Livraria Casa Café – de 11 a 19 de maio

 

Juiz de Fora – MG 

Contato: Soraya (32) 3226-2461 e 8838-3072 –smperobelli@gmail.com Centro de Diagnósticos CEDIMAGEM – de 11 a 17 de maio (exposição de fotos)

 

Maringá – PR 

Contato: Patrícia (44)3025-3219 e 9927-7298 -patimerlin@partodoprincipio.com.br

Cliniprev – de 11 a 17 de maio (exposição de fotos)

 

Porto Alegre – RS 

Contato: Alessandra (51)3028-8728 e 9685-2114 –alessandrakrause@partodoprincipio.com.br e Maria José (51) 91236136 

Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo- www.cccev.com.br – de 11 a 16 de maio (Exposição de fotos) 

Parque de Redenção – dia 16 de maio – Tenda com exposição de fotos e caminhada com grávidas e mães/pais com filhos.

 

Rio de Janeiro – RJ 

Contato: Denise (21) 2222-6658 e 9797-1602 –denise@partodoprincipio.com.br 

Livraria Largo das Letras – de 12 a 17 de maio

 

São Bernardo do Campo – SP 

Contato: Denise (11) 9383-4429 – denise.niy@uol.com.br 

Bruxa Banguela Rock Bar – Lançamento do livro Lembranças fecundas: meu diário afetivo da gravidez”, de Denise Yoshie Niy

 

São Paulo – SP 

Contato: Roberta (11) 8208-2119 –roberta@partodoprincipio.com.br 

Continental Shopping – de 08 a 27 de maio (exposição de fotos) 

Faculdade de Saúde Pública – a partir de 11 de maio (exposição de fotos)

 

 Dados da Agência Nacional de Saúde – 2001.

 

* O Sling e a Prevenção da Displasia do Desenvolvimento do Quadril. maio 6, 2009

Filed under: Uncategorized — Dida @ 10:49

 

Dida e Pietra

Dida e Pietra

“Natália Martins, fisioterapeuta no Hospital Distrital do Pombal, começou a investigar os benefícios do Sling devido à sua aplicação no tratamento da displasia de desenvolvimento do quadril, um defeito na articulação do quadril em que a cabeça do femur não se encontra corretamente colocada na respectiva cavidade.

 

Esta doença é diagnosticada, geralmente, ao nascer e exige um tratamento complicado. Nos casos mais graves pode ser necessária uma intervenção cirúrgica ou a utilização de um aparelho que obrigue as pernas a ficarem afastadas, permitindo que o femur rode na cavidade do quadril.

A postura vertical que o Sling proporciona ao bebê é ótima e indicada para este problema. De uma forma agradável contribui para a sua correção, refere a fisioterapeuta, frisando que os benefícios estendem-se também aos bebês que não têm este problema, como forma de prevenção.

Os ligamentos do bebê ainda estão em formação, por isso manter as pernas afastadas é a melhor posição possível para prevenir a manifestação da doença.

Natália Martins acredita que os casos de displasia do quadril estão aumentando devido a hábitos que se perderam: Antes havia muito menos diagnóstico porque as mães andavam mais com os bebês ao colo, encaixados no quadril, e tambêm por causa das fraldas de pano. Ambas as situações obrigavam os bebês a permanecerem mais tempo com as pernas afastadas e evitavam a manifestação da doença.

Por isso, para a fisioterapeuta, o Sling é o melhor meio de transporte para o bebê, sendo também benéfico para a mãe.

É normal a mãe ter dores nas costas no período pós-parto devido à fraqueza dos músculos abdominais e à sobrecarga física causada pelos cuidados ao bebê. Andar com o bebê no bebê-conforto só agrava a situação devido ao peso do conjunto e ao fato de provocar um desvio grande na coluna. Com o Sling, a posição da mãe está correta porque o peso está equilibrado. Para o bebê também é melhor do que estar sempre sentado bebê-conforto.

Comparando o Sling com o canguru, Natália Martins destaca a versatilidade do Sling. O contra do canguru é ter um formato padrão e, por isso, mais difícil de ajustar ao nosso corpo, podendo tornar-se desconfortável.”

Fonte: IOL Mãe

Adaptação: Andreza Espi.

 

Tudo que você precisa saber sobre sling. abril 18, 2009

Sling, o que é?

Sling é o nome dado à todo tipo de carregador de bebês ergonômico e feito em tecido.
Trata-se de uma releitura das antigas “tipóias”, usadas por povos de toda a parte do mundo. A tradução da palavra “sling” é exatamente “tipóia”.
O que é um carregador ergonômico?

É aquele que respeita a anatomia do bebê e de quem o está carregando. Um carregador ergonômico:

– Permite que a coluna dos bebês novinhos permaneça em forma de “C”, posição confortável em que ele se encontrava no útero.

– Permite que bebês maiores possam sentar com a coluna mais reta.

– Permite que ao sentar o bebê permaneça na posição de “rã”, que compreende: coluna em “C”, pernas em “M”, e joelhos acima dos quadris.

– Permite um bom ajuste ou posicionamento no corpo de quem carrega o bebê, facilitando a distribuição de peso e diminuindo os pontos de pressão na coluna.

 

Tipos de Sling:

Existe muita confusão quando as pessoas falam de sling. Geralmente atribui-se como sling, o sling de argolas (ring sling), mas na verdade todos estes carregadores que atendem os critérios acima são slings. Como exemplos de slings temos: ring sling, pouch sling, wrap, mei tai, rebozo, capulana, etc..

 

 

 

 

Benefícios:

– O sling transmite aconchego e segurança ao bebê, pois, o fato de estar junto ao corpo da mãe permite que ele escute as batidas do coração e muitos outros ruídos que ouvia ainda no ventre, sentindo o cheiro, e mantendo aquecimento e contato com sua mãe ou pai tão importantes nessa fase inicial da vida extra-uterina.

– Embalado no sling o bebê tem seus limties físicos delimitados semelhante à sua realidade anterior no útero. Além disso essa semelhança traduz uma curvatura e inclinação ideais à coluna do bebê proporcionando um melhor desenvolvimento psicomotor.

– Além dos fatores importantes ao desenvolvimento do bebê, os carregadores de bebê semelhantes ao sling permitem uma boa liberdade de movimentos aos pais, que podem realizar tarefas diárias antes impossíveis com o bebê no colo e ainda dar atenção à outro(s) filhos.

– O Sling também tem uma grande importância para bebês prematuros, pois ele atua como uma encubadora natural, proporcionando o calor necessário ao bebê aliado ao carinho e proteção.

– Com tantos fatores físicos e emocionais se desenvolvendo rapidamente o sling contribui imensamente estreitando o vínculo entre mãe/pai e bebê.

 

Segurança:

– Verifique se o bebê pode respirar tranquilamente, observando se tem abertura suficiente para entrada e saída de ar.

– Sempre verifique as costuras, argolas e a firmeza do tecido antes de usar.

– Evite colocar objetos duros e pontiagudos dentro do bolso (ring sling).

– Evite que seu bebê fique com o queixo encostado no tórax, pois isso diminui a habilidade de respiração do bebê. Isso serve também para quando estiver carregando o bebê nos braços, mesmo sem sling.

– Nunca permita que o rosto do bebê fique coberto.

– Não coloque o bebê enrolado em mantas dentro do sling. Se necessário use uma manta por fora do sling para aquecer mais o bebê em dias muito frios.

– Não coloque brinquedos ou outros objetos dentro do sling junto do bebê.

– Não corra, pule, ou movimente-se bruscamente, pois estes movimentos (com ou sem sling) podem causar danos ao bebê como afirma a “The American Chiropratic Association“.

– Nunca substitua a cadeirinha ou o bebê-conforto pelo sling. No carro estes utensílios são fundamentais para a segurança do bebê.

– Você está com um bebê no colo, portando, cuidado onde pisa (degraus, pisos escorregadios, etc.). Evite também saias longas e saltos muito altos.

– Cuidado ao passar através de portas, multidões ou objetos pontiagudos; afinal, você está ocupando um espaço maior com o bebê.

– NUNCA fique próximo ao fogão com seu bebê no colo. Cozinha e crianças são duas coisas que não combinam!

– Atenção às mãozinhas do bebê. Eles são curiosos e podem pegar objetos sem que você perceba, principalmente quando são carregados nas costas.

 

Manutenção:

– Lavar com sabão neutro, à mão ou na máquina de lavar.

– Não usar alvejantes, pois eles enfraquecem o tecido.

– Para slings de argolas, encape as argolas com algum tecido ou uma meia, para que elas não batam durante a  lavagem.

– Secar à sombra.

– Observar alguma outra orientação do fabricante.

 

Como fazer seu sling:

Antes de tudo é importante saber que em qualquer modelo deve-se ter muito cuidado nas costuras. Para modelos de argolas, é importante que sejam argolas próprias, e que aguentem peso de mais de 100Kg, pois ao caminhar o peso q o bebê exerce sobre as argolas é multiplicado inúmeras vezes.

Leia mais sobre segurança das argolas, diâmetros e materiais, clicando aqui.

 

Para quem necessita com urgência, eu sugiro improvisar um sling com nó ajustável, ou uma kepina. Veja o meu vídeo de como fazer um sling com nó ajustável:

– 2,50m de 100% algodão (tricoline, etc..) com 70 a 80cm de largura. Faça uma bainha em toda a volta.

 

Por: Andreza Espi/ Mania de Sling by Dida.

 

Outras postagens importantes sobre slings:

– Carregando um bebê com paralisia cerebral no sling

– Comparação entre cangurus convencionais e carregadores de bebê ergonômicos

 

Parto Pélvico abril 8, 2009

Filed under: Uncategorized — Dida @ 23:06

Parto pélvico é um grande “tabu” na obstetrícia brasileira.. que tal quebrarmos isto??? 

 

 

Experiência: Carregando um bebê com paralisia cerebral no sling.. abril 3, 2009

Filed under: Uncategorized — Dida @ 00:26

A experiência de uma mãe durante o primeiro ano de seu filho.

Por: Andrea Biestro.

 

Extraída do site da Red Canguro

Extraída do site da Red Canguro

 

Devido à uma hipoxia no nascimento, nosso filho tem paralisia cerebral, que causa um atraso em seu desenvolvimento. Carregar uma criança que demora mais em alcançar simples avanços como sustentar a cabeça, sentar ou rolar pode ser um grande desafio. O pouco tônus muscular é constante em nosso filho, ainda que temos experimentado alguns momentos melhores; algumas coisas dificultam a colocação do bebê no sling, mas com prática conseguimos uma melhor maneira de fazer isso. Assim mesmo, diferentes slings têm  se adequado à diferentes etapas do crescimento de nosso filho. Aqui apresento nossa experiência levando nosso filho com os carregadores de bebê que temos: Sling de argolas (ring sling), Rebozo (uma espécie de sling com nó), Fulares (wrap) e carregadores de bebê de inspiração asiática. Esperamos que isso ajude outras pessoas que tenham filhos comnecessidades especiais. 

Levar nosso filho no sling nos proporciona a alegria e o privilégio de tê-lo junto de nós. Já que nosso filho não pode se mover de maneira independente como para explorar o mundo, levá-lo no colo nos ajuda a mostrá-lo a natureza, as atividades domésticas, jogos, esportes. pessoas e muitas outras coisas.

É muito importante falar que a segurança é prioridade quando se usam carregadores de bebê, e suas comprovações uma norma, quando falamos de uma criança com alguma deficiência, isto deve ser enfatizado ainda mais.  Sempre se pergunte: “Isto é comprovado?”, e se não há resposta, pergunte-se novamente. Vale a pena.


OS PRIMEIROS 3 MESES:

Extraída do site da Red Canguro

Extraída do site da Red Canguro

 

Sling de argolas: se demosntrou muito útil nos primeiros meses já que o colocávamos em posição de berço e era cômodo,  quentinho,  e juntinho de nós o tempo todo. Sua terapeuta também apoiou a eleição deste carregador de bebê, já que nosso filho tinha uma hiperestensão da coluna (a bacia virada para trás). Carregá-lo numa posição mais curvada o ajudou nestes primeiros meses, pois a postura natural da coluna do bebê é exatamente curvada. A bolsa também nos ajudou com a posição de “rã”.

Fular:  O fular foi a salvação durante estes meses também, já que podíamos usar um rebozo para posições de berço, ou fulares maiores para posições de “rã” ou berço (com nó em ambos os casos), o tecido podia se ajustar para sustentar sua cabeça (ele não teve controle do movimento da cabeça até os 9 meses).

Carregadores asiáticos: nosso promeiro Mei tai foi um Sachi*, que adoramos. Usávamos em posição de rã, sempre assegurando de que formava uma cadeira, e de que o bumbum estava mais baixo do que os joelhos, já que isto proporcionava a curvatura da coluna que nosso filho precisava.

 

 

DE 3 A 9 MESES:

Extraída do site da Red Canguro

Extraída do site da Red Canguro

Slings: ainda muito úteis na posição de rã, mas como nosso bebê cresceu e era cada vez mais capaz para ver o mundo começamos com os cangurus. Ele gostava de ficar com os pés livres, assim que nos assegurávamos de que o tecido cobria bem sua coluna, abaixo do bumbum até suas pernas. Esta posição ajudava no controle de sua cabeça, porque ele fazia esforço para ver as coisas que lhe chamavam atenção. As posições de cadeirinha não nos foram úteis já que ele era muito atônico para elas (tonicidade muscular).

Fular: Como no sling de argolas, ideal para posição barriga-com-barriga,  mas quando ele queria ter uma melhor visão do mundo o levávamos com na posição de frente olhando para fora. Sempre nos certificávamos de fazer a cadeira para ele de forma que suas pernas formassem um ângulo de 90°. Testamos posições nas costas, mas sua falta de  tônus deixou muito difícil de conseguir uma boa posição e ajuste, assim evitamos esta posição neste período.

Nota: Em ambos, sling de argola e fulares, as posições olhando para a frente não foram muito cômodas para nós pais, assim, depois de certo tempo voltavam para a posição barriga-barriga dando um descanço na coluna antes de voltar à posição olhando pra frente.

Carregadores Asiáticos: Neste periodo foram nossos salva-vidas!!! As posições altas nas costas foram um alívio, já que eram mais fáceis de conseguir com mei tais do que com fulares. Nosso filho adorava olhar sobre nossos ombros, e era tão confortável para nós! Como nosso menino não tinha o controle da cabeça e era alto, o comprimento de um mei tai pequeno não conseguia sustentar a cabeça, que normalmente caía para trás em posições tanto na frente como nas costas. A solução foi utilizar mei tais com corpos maiores.


DE 9 A 12 MESES:

Extraída do site da Red Canguro

Extraída do site da Red Canguro

 

Sling de argolas: Como nosso filho está mais pesado agora (seu peso sempre está abaixo de qualquer percentil), carregá-lo em um só ombro não é tão incômodo para longos passeios. Ainda utilizamos muito, sobretudo porque as posições de cadeirinha estão começando a ser mais cômodas para nós já que o controle da cabeça  e tronco do bebê são melhores. Para dentro de casa ou para ir à um local próximo ainda é nosso porta-bebês preferido.

Fular: Finalmente estamos conseguindo posturas da coluna com eles porque o controle da cabeça de nosso filho nos permite mais tempo para amarrar e assim conseguimos um ajuste adequado e seguro. Fulares e Rebozos longos têm sido os porta-bebês mais cômodos para nós pelas múltiplas formas que se distribuem o peso do bebê homogeneamente, por isso estamos sensibilizados e preferindo este num aspecto geral.

Carregadores de bebês asiáticos: agora podemos dobrar a parte superior do porta-bebê para colocar seus braços de fora, ou para oferecer-lhe uma vista sem obsáculos.  O controle de sua cabeça já o permite.

 

OBSERVAÇÕES: Levar um bebê que já tem um controle da cabeça faz uma grande diferença pra nós! Ele é perfeito para posições nas costas. Ele também está gostando quando o colocamos em cima (antes irritava-se), mas é muito importante por razões de segurança (sabemos no que implica colocar um bebê num carregador contra sua vontade). Nosso terapeuta adora os carregadores, porque formam uma cadeirinha para nosso filho, ajudando-o a manter suas pernas em um ângulo de 90°.  Inclusive quando o carregamos sem o porta-bebês, nos é aconselhado a sustentar suas pernas de forma que se dobrem (usando ambos os braços, um para sustentar o corpo e outro abaixo dos joelhos), porque isso envia uma mensagem ao cérebro de como deve comportar-se enquanto está sentado, e seus músculos se acostumam a estar na posição correta. Assim os carregadores de bebê verdadeiramente nos têm ajudado, permitinso que nossas mãos estejam livres, sem nos cansar e podemos ter nosso bebê por perto enquanto fazemos outras coisas.

*Sachi: marca de um Mei Tai.


Sobre a Red Canguro:

A Red Canguro, Associação Espanhola para o Incentivo ao Uso dos Carregadores de Bebê, é uma associação sem fins lucrativos, fundada em novembro de 2008, com a finalidade de incentivar o uso de carregadores de bebê entre mães, pais, e qualquer pessoa interessada, difundir informação relacionada, servir como contato e apoio para pessoas que desejam iniciar no mundo dos carregadores de bebê, incentivar o encontro e intercâmbio de informações e experiências entre usuários, aumentar o nível de conhecimento sobre carregar bebês em espanhol e incentivar e difundir a criança com afeição. Para maiores informações sobre o tema visite: www.redcanguro.org

 

Artigo original em: http://www.thebabywearer.com

Tradução do espanhol: Andreza Espi/Mania de Sling by Dida.

Fonte: Red Canguro